A Criatividade e a Arteterapia

A Criatividade e a Arteterapia

Na comemoração do Dia do Arteterapeuta, compartilho com você o vídeo de uma LIVE! que fiz sobre a relação da Criatividade com a Arteterapia e a importância do papel do Arteterapeuta no desenvolvimento do potencial criativo do ser humano.

Promover a Criatividade e facilitar o contato com o potencial criativo é o maior objetivo do Arteterapeuta. Não é uma vosão romântica, mas verdadeira sobre essa profissão que me cativou e que me proporcionou ampliar cada vez mais o olhar para a relação do ser humano com a Arte. A Arteterapia é para mim uma importante etapa da minha formação como profissional e pessoa e trago aqui para você a minha visão desse combustível porderoso do ser humano: o SER CRIATIVO.

Para me ajudar e enriquecer esse papo trago textos da artista plástica Fayga Ostrower (em seu livro Criatividade e Processos de Criação) e da arteterapeuta americana Janie Rhyne, no livro Arte e Gestalt.

Dê o PLAY no vídeo e, após assisitir, quero muito saber sua opinião sobre o tema! Deixe seu comentário logo abaixo do vídeo!

 

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A Mulher e a Criatividade

A Mulher e a Criatividade

No dia da Mulher, 08/03/18, fiz uma LIVE no Facebook e Instagram com o tema: A Mulher e a Criatividade. Escolhi o texto (ou ele me escolheu) Águas Claras: o sustento da vida criativa, da Clarissa Pinkola Estes, do livro Mulheres que Correm com os Lobos, para conversar sobre essa jornada de encontro do feminino com o potencial criativo.

E como na vida não existem coincidências, o estudo desse texto possibilitou abrir horizontes e conexões não só no meu aprendizado pessoal (auto-conhecimento) como pude ver o quanto meu trabalho de Arte Criativa está integrado com o olhar da Clarissa sobre CRIATIVIDADE.

O meu processo não se encerrou na LIVE! (troca e compartilhamento de conteúdo/reflexão), construi para mim mesma o Rio abaixo do Rio que Clarissa tanto menciona em seu texto e que junto dele constrói todo o seu fio condutor do relacionamento da Mulher Selvagem com sua Criatividade. Veja no fim deste post como foi o meu processo criativo.

Criatividade não é Solitária

“Um único ato de criação pode fazer com que uma corrente abra caminha pedra adentro.”, Clarissa Pikola Estes

A vida criativa é SIMPLES. É o SENTIR tanto AMOR por algo que tudo o que tem que ser feito é criar. Assim Clarissa explica o ato criativo. Um impulso que não pode ser controlado “é o que precisa ser feito.”Essa força criadora escorre pelo terreno de nossa psique e percorre, semelhante água claras que jorram por todos os leitos de um grande rio. Da nossa parte, basta que formemos esses leitos e caminhos. Basta que preparemos o terreno. É apenas SER e deixar que o fluxo criativo transborde por dentro de nós.

Tudo que é tocado pela energia criativa é alimentado, quem quer que entre em contato com uma pessoa criativa, é inspirado. Neste ponto, Clarissa vai de encontro a Capacidade Criadora da Mulher ; trunfo valioso do feminino. Quando a Mulher é Criativa ela se nutre internamente em todos os níveis: psóquico, espiritual, mental, emocional, econômico.

É um canal de vida que revigora, miga a sede e sacia a fome.

Na LIVE! falo sobre como podemos cuidar desse nosso Rio Criativo e quais as consequências encontradas ao não cuidarmos dele. Se você perdeu a LIVE! assista a ela, clicando no vídeo abaixo.

Meu processo criativo e vivencial: Rio Abaixo do Rio Criativo

No início do processo, eu tive uma necessidade muito de deixar fluir, por isso a ideia de derramar tinta e deixá-la percorrer, no seu curso pelo papel. Quando a imagem se formou, foquei em trabalhar criativamente em cima daquela imagem. Aceitei seu percurso, sua forma, seu início. Contemplei o contraste do azul mais escuro no papel branco.

Eu queria que a margem toda fosse semeada de cores, que já existissem ali mas não eram vistas. Por isso, joguei anilina colorida, mostrando a diversidade da criação, as múltiplas possibilidades de criar. Semeei aquele campo, nutrido pelo rio e ao jogar o álcool e ver as cores se expandindo,  senti mais forte essa nutrição, florescendo germinando. Do pó colorido, presenciei um resultado não premeditado, orgânico, sem ter uma regra ditada por mim, apenas aconteceu. As cores surgiram junto com as formas/manchas. Como se ele tivesse uma vida própria.

Senti, então, a necessidade de alargar o percurso, de cavar mais, abrir espaço para que aquela energia toda pudesse fluir. Contagiei-me por aquele azul e quis colocar tonalidades diferentes de azul até a margem ser mais clara. A minha ideia era sempre deixar como se tivesse se expandindo, do mais profundo ao mais raso. Eu tratei das águas, eu tratei do meu Rio com vida.

A partir disso, eu queria dar uma forma, eu queria contornar o que eu estava vendo. Como se somente eu pudesse ver uma beleza, sem explicar muito bem qual seria (não conseguia nomear). Eu quase parei o processo de criação. Mesmo depois de usar o pastel seco para dar mais cor nas áreas brancas. Não era suficiente para mim. Eu precisava de algo que se fixasse naquela minha composição, então eu busquei o giz de cera derretido. O fogo. A Ação.

Eu queria que tivesse uma marca. Só aquele frutacor colorido não era suficiente, por mais que eu tivesse preenchido o vazio que existisse ali, com um pouco do Pastel seco.

Após pingar o giz de cera colorido, tudo ficou claro para mim. Eu tive mais segurança de dar o contorno que ansiava, mesmo que eu não estivesse premeditando as formas desenhadas com Nanquim. Era como se elas saíssem do papel organicamente. Usei o bico de pena com nanquim, uma técnica que tinha usado há muito tempo e sempre me contagiou.

No passado, eu me sentia muito fechada em mim mesma. Não dava a fluidez que eu precisava na minha vida criativa. Não permitia me invadir por essa fluidez em meu no interior. A minha forma com o bico de pena, nessa época, poderia até ser perfeita de acordo com a técnica, mas ela não era espontânea. Era como se minhas criações do passado não pertencessem a mim. Não eram minhas. Eram meras reproduções da opressão criativa que vivia na minha juventude.

Agora, anos depois, quando eu olho para minha composição, Rio Abaixo do Rio Criativo, eu vejo que ela é minha. Ela é minha essência. Há minha essência vibrando ali. Em cada traço mancha, colorido. Vivencie a vontade de preencher tudo, de dar a forma a tudo no papel. Mas dei uma pausa. Respirei. Olhei para a minha criação e senti que eu não preciso mais contornar tudo. Existem ainda formas que  vão brotar no seu tempo.

Materiais artísticos que utilizei: anilina em pó, alcool, pastel seco, aquarela, pincel AquashBrush, Papel Canson 300gr, inta Aquarela Silk Azul, Giz de Cera derretido com vela, Bico de Pena e Nanquim Preto.

Assista no vídeo abaixo, toda essa construção que detalhei para você acima. É só dar o PLAY no vídeo!

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