Fluidez e Controle com o Nanquim na Arteterapia

Neste vídeo explico como um mesmo material artístico pode estimular linguagens subjetivas diferentes. O Nanquim possui essa característica e pode estimular tanto a fluidez quanto o controle. Compreender a linguagem subjetiva dos materias de arte é um importante conhecimento para a Arteterapia. Clique no vídeo abaixo e saiba mais sobre esse assunto.

Oficina Materiais Artísticos, sua linguagem subjetiva e terapêutica

Uma oficina com video-aulas gravadas e ao vivo que permitirá a sua jornada de descoberta das características e relações que os materiais artísticos estabelecem com o ser humano.  A partir de exercícios, teoria e vivências para que você possa compreender na prática essa linguagem única dos materiais artísticos e construa o seu mapa terapêutico a partir dessa relação.

Conheça todas as informações sobre esta oficina.  É só clicar no botão abaixo. 

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Minha Arte: Anjos

Minha Arte: Anjos

Como publiquei na semana passada por aqui no Blog, vou mostrar para você um pouquinho do meu processo criativo. Para te inspirar, para aguçar sua curiosidade e te estimular a fazer também. 😉

Na Live que fiz no Facebook, no dia 09/11/17, sugeri Três atividades de Arte Criativa para exercitar a Resiliência Emocional. Mostrar de forma prática como a proposta criativa pode, e muito, colaborar com o estímulo à educação emocional. Foi uma continuação do papo ao vivo que fiz na semana anterior, lá mesmo no Facebook, no qual fiz a relação da Arteterapia e a Resiliência Emocional.

Se você perdeu essa LIVE!, veja ela clicando aqui.

No vídeo abaixo, você verá o meu processo criativo ao fazer uma das atividades sugeridas: manchas com nanquim. Além do Nanquim, usei também borrifador de água, papel canson 240gr, pincel, tampinhas de garrafa para armazenar o pouco da tinta e lápis aquarelável. 🙂

A Arte nos mobiliza tanto e é tão poderosa, que mesmo consciente do objetivo da técnica, vemos aflorar em nós resistências, falas inconscientes, auto-críticas, julgamentos, a vontade de acertar, de ser aceito etc….

Tudo isso aflora ao fazermos Arte Criativa. Cada pessoa de um jeito.

E comigo, não foi diferente. 🙂

Adoro fazer manchas, amo trabalhar criativamente com o inesperado. De ver ressurgir o que não controlamos e depois imprimir minha visão criativa no papel.

E é justamente assim que começamos a exercitar a Resiliência com a Arte. Essa possibilidade que a Arte permite de mudar o que parece imutável. De permitir que imprimamos nossa expressão pessoal em uma cena (mancha) que aparece no papel. Nessa proposta criativa, precisamos lidar com esse inesperado, a, aparentemente, imutável mancha de Nanquim.

No meu processo, comecei ressaltando uma forma que (para mim) assemelhou-se com um coração, depois observei silhuetas, que, de início, me pareceram sombrias. Relutei em aceitar as imagens e tive um insight:

Essa Arte é minha! Transformo no que desejar! Não precisa ser sombrio! Não precisa ser escuro! Pode ser o que eu quiser!

E assim surgiram meus Anjos! 🙂

Na vida, também é assim. Podemos mudar o imutável aos nossos olhos. Só precisamos “limpar” as janelas da visão para enxergar a beleza que está disponível para nós e não víamos.

Você pode perguntar:
Pat, mas como posso fazer com que o grupo que assisto tenha esse insight? É só fazer essa atividade que eles terão essa sensação?

Eu respondo para você:

Nada é certo! Nós, como facilitadores, não controlamos nada. Como facilitadores de uma Oficina Criativa, só cabe a nós trazer oportunidades de experimentação. Oportunidades para os participantes vivenciarem experiências criativas, formas diferentes de expressar a si mesmos, sem o rótulo de certo e errado.

E cada um, no seu tempo, conquistará, passo a passo, o seu equilíbrio emocional. Juntará as peças do seu próprio quebra cabeças brincando, e Fazer Arte. Porque nesse espaço tudo é permitido e possível. E essas sementes darão frutos além desse momento criativo.

Veja o vídeo abaixo e depois me conte nos comentários o que achou!

 

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Cansada de decidir tudo na vida? Faça manchas! parte 2

Publiquei um post um tempinho atrás (aqui) sobre como fazer manchas de tinta me ajuda a aliviar o estresse, principalmente quando passo um dia corrido decidindo completamente T-U-D-O!!!

Não sei se você passa por isso, mas na vida de mãe, companheira, amiga, filha, profissional, e mais algumas coisas que somos e nem sabemos nomear, vivo tendo que saber o que fazer e como fazer a cada instante. Compra isso, faz aquilo, posterga mais um pouco e para tudo e faz agora outra coisa.. UFA!!!

Por isso, que resolvi gravar esse vídeo para compartilhar com você uma técnica que aplico não só em mim, mas com meus alunos também, que ajuda a esvaziarmos a mente, nos permitindo não decidir nada. O objetivo é contemplar os movimentos suaves das cores no papel.

MUITO RELAXANTE!

Espero que você goste do vídeo abaixo e depois escreva nos comentários o que achou. 😉

 

 

Compartilhe com seus amigos e permita que eles também possam conseguir um momento antiestresse. Deixe seu comentário aqui embaixo, vou adorar saber sua opinião. 😉

Discutindo a relação com os materiais de arte: Nanquim

discutindo a relação materias de arte nanquim

 

Começo essa série de DRs (kkk) com os materiais de arte (se estiver curioso leia esse meu post aqui), falando sobre o nanquim. Amo trabalhar com nanquim. É um dos meus materiais favoritos. Acho ele versátil e ao mesmo tempo desafiador e assertivo, pois você não pode desfazer ou consertar o que faz com nanquim. Fez está feito! Consideram-no um material de alta precisão.

Ele possui secagem ultra rápida, diferente dos trabalhos em tinta acrílica, tinta óleo ou guache. Até mesmo em aquarela conseguimos alguns segundinhos para trabalhar nuances de cores na produção. Mas com o naquim, é diferente: se manchar, manchou; se rabiscar, rabiscou. Por esse motivo, muitos aconselham não usá-lo nas primeiras experiências artísticas para não ser decepcionante. 😕

Está aí, um ponto que discordo. Todo material tem múltiplas faces. O meu trabalho com a arte criativa é estar constantemente explorando todas elas, aplicando o material artístico de diferentes formas.

Se você usar o nanquim da forma convencional, fazendo um desenho com caneta nanquim ou com pincel em forma de aguada (técnica de diluir a tinta na água em diferentes tonalidades), por exemplo, pode realmente se decepcionar, pois ele não te dará opção para corrigir o que fez. E você terá que gerenciar sua frustração: expectativa x realidade.

Mas se em vez disso, eu te propor uma atividade que o objetivo for esse aqui ó:

Faça algo, não importa o resultado. Não corrija sua produção! Aceite o seu trabalho e tire proveito do que for produzido para inventar coisas novas. Não pense no que irá produzir, simplesmente faça. 😉

Então, o nanquim é o seu melhor aliado.

Parou para pensar que essa “inflexibilidade e assertividade” do nanquim, pode proporcionar a sua flexibilidade de pensamento e atitude? Usando esse material, você pode olhar para seus erros e aceitá-los, exercitar os músculos da inovação e criatividade, reconectar-se com o amor próprio e, por fim, relaxar.

Por isso, enfatizo que o relacionamento com o nanquim é desafiador. Não é um caminho fácil, principalmente, para quem tem dificuldade de ver seus erros e admiti-los. Aí, realmente não será uma boa relação, tem que ir se aproximando aos poucos. Pode relaxar que vou te mostrar como em outros posts. 😊

E na prática? Como é?

O nanquim é a tinta preta mais antiga de todas. É solúvel em água e assim é possível obter tons mais escuros e claros (cinza claro ao escuro). Você também encontra versões de nanquim em diversas cores, não só a preta, na forma líquida (a mais utilizada). A versão escolar tem o preço bem acessível. Ele é insolúvel em água depois de seco, por ter essa característica é utilizado sobre aquarelas e outras composições a base de água.

Muitos artistas usam as canetas nanquim para fazer seus sketches (esboços), o que, particularmente acho fantástico! Um ótimo exercício de diminuir a autocrítica. Lembre-se de que esboço é esboço, e o erro precisa ser aceito como aprendizado.

Podemos usar o nanquim da inúmeras formas: através das canetas nanquim (recarregáveis ou descartáveis), com bico-de-pena (como as que estão na foto acima), canetas bambu, pincéis, espumas, rolinhos, palito de churrasco, dedo, carimbos, com conta gotas, spray e muitas outras aplicações. O bom é experimentar qual delas você mais gosta.

aplicacoes-nanquimVocê pode molhar o papel com água (a gramatura do papel precisa ser igual ou superior a 200g/m), pingar gotas de nanquim, mexer o papel e ver o resultado. Ou simplesmente inventar texturas ou rabiscos com diferentes bicos de pena (como essa minha foto aí do lado).

Ele é um aliado também de outros materiais. Com o giz de cera na técnica de raspagem ou pode ser usado na pintura lavada. Ótimas dicas que explicarei melhor em outro post ;).

Ufa!!!! É muita conversa para um material só! E nem consegui falar tudo. 😉

E aí? Gostou? Compartilha com seus amigos e me conta nos comentários qual material você sugere que eu coloque no divã no próximo post da série.

Cansada de decidir tudo na vida? Vamos fazer manchas de tinta!


técnica manchas e colagem

 

Como já falei em outros posts, adoro fazer manchas. Quando faço essa técnica, libero minhas tensões, me torno mais leve e criativa. Gosto da sensação de não saber qual resultado terei em uma pintura. Experimentar esse momento de não decidir. É fantástico! \o/

Muitas vezes passo o dia todo decidindo coisas pra mim e pra todo mundo aqui em casa!! Fico doidinha!! 😀 Não é fácil assumir múltiplos papéis (mãe, mulher, profissional, filha… 😯 ) e ter que decidir diferentes assuntos ao mesmo tempo.

Em dias assim, vou para o meu cantinho criativo e não quero decidir nada. Coloco uma playlist zen e começo a fazer manchas no papel. Faço várias, das mais diferentes cores. É um momento mágico! Automaticamente sinto minha mente esvaziar e a sensação de paz toma conta de mim.

Existem diversas técnicas com manchas e podemos fazê-las com variadas tintas, papeis e até em telas. Vou ensinar agora para um passo a passo bem simples para você testar também essa atividade aí na sua casa, no seu cantinho sagrado de arte.  😉

Veja como fazer suas manchas e ficar relax:

  1. Separe o material: nanquim colorido ou anilina dissolvida em água ou álcool, copinhos descartáveis com água, folhas de papel Canson (o papel não pode ser muito fininho, pois pode rasgar), giz de cera, papel higiênico ou toalha, cola e tesoura, jornal ou pedaço de plástico para forrar a mesa;
  2. Chegou a hora de começar a se conectar com o seu momento de arte/relax. Respire profundamente por três vezes. Observe sua respiração, liberando as tensões na expiração e nutrindo-se de boas vibrações na inspiração;
  3. Dilua o nanquim nos copinhos de água (se você usar a anilina, prepare-a com água ou álcool liquido). Repare que a quantidade de gotas de tinta deixará a cor mais ou menos forte. Selecione quantas cores desejar.
  4. Jogue um pouco de tinta no papel (tenha cuidado para não derramar muita tinta). Vá virando a folha fazendo com que a tinta se movimente sobre ela. Pode repetir esse processo com outras cores e, se desejar, troque de folha. Não se esqueça de proteger a sua mesa antes de começar a atividade. O objetivo é desestressar e não ficar na neura caso caia tinta fora da folha. 🙂
  5. Produza quantas manchas desejar. Teste! Faça o processo que te deixe mais tranquilo. Não existe certo e errado e nem procuramos fazer nada específico. Somente deixar tinta fazer suas marcas coloridas no papel.
  6. Depois de ter feito suas manchas, observe sua produção. Se desejar, pode fazer uma composição com elas usando a colagem como recurso. Recorte as formas que mais lhe agradaram e cole em outras folhas manchadas. Você pode também colorir os espaços vazios com giz de cera. Na imagem deste post, recortei e colei e colori o coração que apareceu em uma das minhas manchas. Gostei muito do resultado.

 E o que você achou? Gostou dessa dica? Conta pra mim nos comentários e compartilhe com seus amigos! Assim me motivo mais e mais para escrever para vocês. 😉