Três Características Subjetivas dos Materiais Artísticos na Arteterapia

Conheça as Três Características Subjetivas dos Materiais Artísticos mais comumente aplicadas na Arteterapía. Foco e Concentração, Fluidez e Maleabilidade. Descubra quais os materiais de arte acionam essas sensações dando o PLAY no vídeo abaixo.

Oficina Materiais Artísticos, sua linguagem subjetiva e terapêutica

Uma oficina com video-aulas gravadas e ao vivo que permitirá a sua jornada de descoberta das características e relações que os materiais artísticos estabelecem com o ser humano.  A partir de exercícios, teoria e vivências para que você possa compreender na prática essa linguagem única dos materiais artísticos e construa o seu mapa terapêutico a partir dessa relação.

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Discutindo a relação com os materiais de arte: Nanquim

discutindo a relação materias de arte nanquim

 

Começo essa série de DRs (kkk) com os materiais de arte (se estiver curioso leia esse meu post aqui), falando sobre o nanquim. Amo trabalhar com nanquim. É um dos meus materiais favoritos. Acho ele versátil e ao mesmo tempo desafiador e assertivo, pois você não pode desfazer ou consertar o que faz com nanquim. Fez está feito! Consideram-no um material de alta precisão.

Ele possui secagem ultra rápida, diferente dos trabalhos em tinta acrílica, tinta óleo ou guache. Até mesmo em aquarela conseguimos alguns segundinhos para trabalhar nuances de cores na produção. Mas com o naquim, é diferente: se manchar, manchou; se rabiscar, rabiscou. Por esse motivo, muitos aconselham não usá-lo nas primeiras experiências artísticas para não ser decepcionante. 😕

Está aí, um ponto que discordo. Todo material tem múltiplas faces. O meu trabalho com a arte criativa é estar constantemente explorando todas elas, aplicando o material artístico de diferentes formas.

Se você usar o nanquim da forma convencional, fazendo um desenho com caneta nanquim ou com pincel em forma de aguada (técnica de diluir a tinta na água em diferentes tonalidades), por exemplo, pode realmente se decepcionar, pois ele não te dará opção para corrigir o que fez. E você terá que gerenciar sua frustração: expectativa x realidade.

Mas se em vez disso, eu te propor uma atividade que o objetivo for esse aqui ó:

Faça algo, não importa o resultado. Não corrija sua produção! Aceite o seu trabalho e tire proveito do que for produzido para inventar coisas novas. Não pense no que irá produzir, simplesmente faça. 😉

Então, o nanquim é o seu melhor aliado.

Parou para pensar que essa “inflexibilidade e assertividade” do nanquim, pode proporcionar a sua flexibilidade de pensamento e atitude? Usando esse material, você pode olhar para seus erros e aceitá-los, exercitar os músculos da inovação e criatividade, reconectar-se com o amor próprio e, por fim, relaxar.

Por isso, enfatizo que o relacionamento com o nanquim é desafiador. Não é um caminho fácil, principalmente, para quem tem dificuldade de ver seus erros e admiti-los. Aí, realmente não será uma boa relação, tem que ir se aproximando aos poucos. Pode relaxar que vou te mostrar como em outros posts. 😊

E na prática? Como é?

O nanquim é a tinta preta mais antiga de todas. É solúvel em água e assim é possível obter tons mais escuros e claros (cinza claro ao escuro). Você também encontra versões de nanquim em diversas cores, não só a preta, na forma líquida (a mais utilizada). A versão escolar tem o preço bem acessível. Ele é insolúvel em água depois de seco, por ter essa característica é utilizado sobre aquarelas e outras composições a base de água.

Muitos artistas usam as canetas nanquim para fazer seus sketches (esboços), o que, particularmente acho fantástico! Um ótimo exercício de diminuir a autocrítica. Lembre-se de que esboço é esboço, e o erro precisa ser aceito como aprendizado.

Podemos usar o nanquim da inúmeras formas: através das canetas nanquim (recarregáveis ou descartáveis), com bico-de-pena (como as que estão na foto acima), canetas bambu, pincéis, espumas, rolinhos, palito de churrasco, dedo, carimbos, com conta gotas, spray e muitas outras aplicações. O bom é experimentar qual delas você mais gosta.

aplicacoes-nanquimVocê pode molhar o papel com água (a gramatura do papel precisa ser igual ou superior a 200g/m), pingar gotas de nanquim, mexer o papel e ver o resultado. Ou simplesmente inventar texturas ou rabiscos com diferentes bicos de pena (como essa minha foto aí do lado).

Ele é um aliado também de outros materiais. Com o giz de cera na técnica de raspagem ou pode ser usado na pintura lavada. Ótimas dicas que explicarei melhor em outro post ;).

Ufa!!!! É muita conversa para um material só! E nem consegui falar tudo. 😉

E aí? Gostou? Compartilha com seus amigos e me conta nos comentários qual material você sugere que eu coloque no divã no próximo post da série.

Mais improviso! Menos obrigação!

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Tem muita gente que acredita que é difícil começar a ter o hábito de fazer arte, porque não possui nenhum material artístico e que é caro compra-los etc. Bem, só digo uma coisa: na arte criativa busco sempre reinventar maneiras de criar, saindo do convencional. E nessas experimentações é que tenho os melhores resultados. Surpreendente!

Acredito que não precisamos de materiais caros ou da marca x ou y para nos expressar através da arte. Consegue-se até fazer pinturas com tintas caseiras, de legumes, por exemplo! O importante é produzirmos algo que nos conecte com o momento da criação, por isso vale improvisar nos materiais. 😉

O ato de improvisar nos liberta da cobrança do acerto, do perfeito, do belo idealizado. Então, meu conselho é: comece com os materiais improvisados.

Eu adoro juntar materiais diversos para depois pensar no que posso fazer com eles na minha arte. Vira uma brincadeira! Entramos sem querer no terreno mais lúdico e saímos do lugar de obrigação/cobrança!

Vale tudo: tampinhas de garrafa de diferentes tamanhos, embalagens de papelão, escova de dente, palitos, pedaços de madeira, bandejas de isopor, pedras, medalhas antigas, pedaços de pano, barbante, linha, laços de presente e por aí vai… Tudo pode virar arte e ser usado para fazê-la!

Quer um exemplo?

Veja o passo a passo abaixo e observe como criei essa textura com uma simples escova de dente! Não, não precisei de nenhum pincel mega ultra caro e famoso J

  1. post_pintura_escovadedenteSepare o material: tinta da sua escolha (pode ser guache, aquarela, acrílica…), escova de dente velha, folha de papel não muito fina, copinho com água e papel toalha. Se desejar forre sua mesa, para não sujá-la 😉
  2. Chegou a hora da respiração! Conecte-se com esse seu momento de criar, no momento presente, respirando profundamente durante três vezes. Inspire e expire pausadamente! Relaxe!!!
  3. Como usei aquarela, precisei molhar um pouco as cerdas da escova de dente na água, tirei o excesso de água e depois passei a escova de dente na cor desejada e comecei a aplica-la no papel, aleatoriamente (sem calcular movimentos, somente apreciando essa sensação de criar algo inusitado, sem controlar o resultado, nem esperar algum efeito. Coloquei a intenção de o que vier está bom 😊)
  4. Se você vai usar guache ou tinta acrílica, primeiro misture a tinta com a água e depois passe a escova de dente nessa mistura. Lembrando que quanto mais água, mais fluida e transparente a tinta fica. 😉
  5. Repeti diversas vezes o passo 3, alternado cores, sem lavar a escova de dente. Deixei as cores se misturarem para testar o efeito.
  6. E pronto!!! Amei o resultado e fiquei mais leve e solta! 😀

Comece agora você a criar suas próprias texturas e a experimentar materiais inusitados! Sem mais desculpas para iniciar a sua arte!

Gostou desse passo a passo? Diz um OI pra mim nos comentários e compartilhe com os seus amigos!!

Discutindo a relação com os materiais artísticos

materiais artisticos patdiniz

Decidi começar a escrever uma série  sobre os materiais de arte que mais gosto e como trabalho cada um deles na arte criativa. Um simples lápis de cor, giz de cera ou aquarela e argila, por exemplo, mobilizam muito mais de nós do que apenas a produção de algo colorido e com formas.

Cada material utilizado estabelece uma relação com você. Como assim? Isso mesmo! Uma relação!!! E como toda relação, pode ser positiva ou negativa. 😉

Vou te explicar melhor.

Qual a sensação que você tem ao rabiscar com lápis grafite ou esferográfica? E qual a sensação que você tem ao colorir, por exemplo, com lápis de cor? É a mesma quando você utiliza aquarela ou giz de cera? Ou é a mesma do rabisco com grafite? Ficou feliz? Mais estressado? Irrequieto? Agitado? Calmo, tranquilo? Quis jogar tudo fora? Ou não queria parar de fazer a atividade?

Estabelecemos uma relação de troca com cada material artístico que utilizamos. O legal de tudo isso é que cada pessoa tem uma relação diferente. Podem estar cinco pessoas pintando com aquarela, por exemplo, que terão percepções distintas: umas podem amar, outras detestar, outras entrar em um estado de plena contemplação, outras bloqueiam totalmente…

Claro, que a atividade artística proposta interfere nessa relação, porém o material artístico possui características clássicas e peculiares que potencializam ou não as sensações.

Ao utilizar fazer arte você está, naquele momento, iniciando uma relação com o material artístico, com você (comandante da produção) e o resultado obtido na sua produção (expressão de você mesmo).

E essa pode ser uma das razões pelas quais muitas pessoas afirmam não gostar de desenhar ou pintar ou fazer qualquer atividade artística. É comum escutarmos: ah, isso não é pra mim!😩

Mas essa conclusão só vem de experiências mal sucedidas no ambiente escolar ou na vida adulta ao tentar experimentar alguma técnica ou usar um material de menos afinidade com você, que não te proporciona uma sensação prazerosa.

Em meus estudos de Arteterapia e artes plásticas pude compreender essa relação. Na prática artística vivenciei (e vivencio 😊), a cada dia, diversas sensações/percepções na produção da minha arte.

Por esse motivo, resolvi compartilhar um pouquinho do meu aprendizado com os materiais artísticos para que vocês possam também entrar nesse mundo da arte criativa destruindo os tabus das suas experiências artísticas anteriores.

Acredito que podemos experimentar qualquer atividade artística, mas cada material e técnica tem um momento para cada um de nós. Como se precisássemos entrar em um circuito artístico específico para as nossas necessidades. E, assim, ir avançando na produção e expressão da nossa arte e, consequentemente, do nosso autoconhecimento.

Vou te dar um exemplo do que acontece comigo na prática:

Quando estou extremamente ansiosa ou agitada, não consigo fazer, de primeira, uma atividade que exija muita concentração e detalhes. Preciso deixar fluir minha energia. Então, sempre busco dissolver tintas e construir manchas ou aquarelar no papel ou dissolver giz pastel oleoso. Caso eu queira trabalhar pontilhismo ou pintar detalhes em lápis de cor ou caneta hidrográfica imediatamente, travo. Chego até a me irritar, em vez de me acalmar.

Pode parecer um pouquinho complicado, mas vou explicar as funções básicas de cada material para você entender melhor nos próximos posts dessa série para fazermos essa viagem e descobrirmos juntos.

Enquanto isso, conta para mim, nos comentários qual material artístico você gosta mais e qual você não gosta. Ah, e me ajuda a contar para mais pessoas sobre a arte criativa! Compartilhe com seus amigos. 😉