Saia do estresse! Faça seu caderno de rabiscos!

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“Um desenho é uma linha que saiu para passear”. Essa citação é do pintor suíço Paul Klee. Pegando carona nessa linda reflexão, vou contar um pouco porque tenho um caderno de rabiscos e quem sabe empolgar você para começar a ter o seu também. ☺

Todos os dias levo linhas e mais linhas para passear. Faço isso para liberar a minha mente da correria do dia a dia, uma sensação de quase meditação.

Rabiscar (doodle, em inglês) é um hábito saudável.  É quase tão importante quanto beber água todos os dias.

Você, com certeza, já experimentou essa sensação de desprendimento mental, rabiscando durante as aulas, no seu caderno, quando era adolescente ou em uma palestra ou ao falar no celular. Por segundos, você se desconectou e entrou num estado de esvaziamento da mente.

No meu caderno de rabiscos a única regra é deixar o lápis passear pelo papel sem exigências. Construo diferentes rabiscos sem pensar no que estou produzindo. Simplesmente, rabisco. 😉

Dá uma olhada, neste vídeo, como meu caderninho está ficando:

Vale tudo! Linhas tortas, retas, curvilíneas, arabescos, formas geométricas, riscos fortes, fracos, circulares… Uso o que estiver à mão para rabiscar: lápis grafite, caneta esferográfica, giz de cera, lápis de cor, bastão de carvão, canetas hidrográficas, caneta nanquim. Você pode usar o que quiser.

Carrego meu caderno (na realidade, bloco) sempre comigo. A consulta médica demorou? Pego meu caderno e começo a rabiscar. Bateu o estresse? Lá vou eu rabiscar um pouquinho e volto renovada! E por aí vai…

 

Rabiscar é contagioso. Depois que começamos não queremos mais parar! É como se você acordasse o seu potencial criativo dando para ele espaço para se expressar e, com isso, recebe de volta calma e bem-estar. #vidazen

Quer fazer o seu? É muito fácil! Segue os passos abaixo que te explico:

  1. Escolha um bloco ou caderno antigos que tenham folhas ainda em branco. Todo mundo tem um guardado. Procura aí que você vai achar!
  2. Junte o que você tiver em casa que possa te ajudar a rabiscar: lápis grafite, caneta esferográfica, lapiseira, lápis de cor…. Escolha um para ser o seu acompanhante em todos os momentos (lembre-se que o caderno de rabisco é igual celular, você não se desgruda dele ;))
  3. Pronto! Comece a rabiscar! Faça riscos no papel, não economize. Use mais de uma folha.
  4. Bateu vontade de escrever? Rabisca primeiro, depois escreve. O importante é você começar a liberar a mente de formatar seus pensamentos em rótulos. Inicie seus rabiscos, sem se preocupar com o que está fazendo.

Depois de uma semana, pelo menos, dê uma olhada no que você rabiscou. É incrível a experiência de visualizar o que você riscou. Muitas pessoas encontram padrões (formas repetidas) e seus rabiscos e por aí vão desenvolvendo mais rabiscos que com o tempo vão se tornando inspiração para outros trabalhos com arte.

Agora não tem mais desculpar para não fazer o seu! 🙌

Se você gostou dessa dica, compartilha com os amigos e deixa um comentário aqui para me incentivar a produzir mais conteúdo como esse.

Discutindo a relação com os materiais artísticos

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Decidi começar a escrever uma série  sobre os materiais de arte que mais gosto e como trabalho cada um deles na arte criativa. Um simples lápis de cor, giz de cera ou aquarela e argila, por exemplo, mobilizam muito mais de nós do que apenas a produção de algo colorido e com formas.

Cada material utilizado estabelece uma relação com você. Como assim? Isso mesmo! Uma relação!!! E como toda relação, pode ser positiva ou negativa. 😉

Vou te explicar melhor.

Qual a sensação que você tem ao rabiscar com lápis grafite ou esferográfica? E qual a sensação que você tem ao colorir, por exemplo, com lápis de cor? É a mesma quando você utiliza aquarela ou giz de cera? Ou é a mesma do rabisco com grafite? Ficou feliz? Mais estressado? Irrequieto? Agitado? Calmo, tranquilo? Quis jogar tudo fora? Ou não queria parar de fazer a atividade?

Estabelecemos uma relação de troca com cada material artístico que utilizamos. O legal de tudo isso é que cada pessoa tem uma relação diferente. Podem estar cinco pessoas pintando com aquarela, por exemplo, que terão percepções distintas: umas podem amar, outras detestar, outras entrar em um estado de plena contemplação, outras bloqueiam totalmente…

Claro, que a atividade artística proposta interfere nessa relação, porém o material artístico possui características clássicas e peculiares que potencializam ou não as sensações.

Ao utilizar fazer arte você está, naquele momento, iniciando uma relação com o material artístico, com você (comandante da produção) e o resultado obtido na sua produção (expressão de você mesmo).

E essa pode ser uma das razões pelas quais muitas pessoas afirmam não gostar de desenhar ou pintar ou fazer qualquer atividade artística. É comum escutarmos: ah, isso não é pra mim!😩

Mas essa conclusão só vem de experiências mal sucedidas no ambiente escolar ou na vida adulta ao tentar experimentar alguma técnica ou usar um material de menos afinidade com você, que não te proporciona uma sensação prazerosa.

Em meus estudos de Arteterapia e artes plásticas pude compreender essa relação. Na prática artística vivenciei (e vivencio 😊), a cada dia, diversas sensações/percepções na produção da minha arte.

Por esse motivo, resolvi compartilhar um pouquinho do meu aprendizado com os materiais artísticos para que vocês possam também entrar nesse mundo da arte criativa destruindo os tabus das suas experiências artísticas anteriores.

Acredito que podemos experimentar qualquer atividade artística, mas cada material e técnica tem um momento para cada um de nós. Como se precisássemos entrar em um circuito artístico específico para as nossas necessidades. E, assim, ir avançando na produção e expressão da nossa arte e, consequentemente, do nosso autoconhecimento.

Vou te dar um exemplo do que acontece comigo na prática:

Quando estou extremamente ansiosa ou agitada, não consigo fazer, de primeira, uma atividade que exija muita concentração e detalhes. Preciso deixar fluir minha energia. Então, sempre busco dissolver tintas e construir manchas ou aquarelar no papel ou dissolver giz pastel oleoso. Caso eu queira trabalhar pontilhismo ou pintar detalhes em lápis de cor ou caneta hidrográfica imediatamente, travo. Chego até a me irritar, em vez de me acalmar.

Pode parecer um pouquinho complicado, mas vou explicar as funções básicas de cada material para você entender melhor nos próximos posts dessa série para fazermos essa viagem e descobrirmos juntos.

Enquanto isso, conta para mim, nos comentários qual material artístico você gosta mais e qual você não gosta. Ah, e me ajuda a contar para mais pessoas sobre a arte criativa! Compartilhe com seus amigos. 😉

Monotipia: desperte sua criatividade!

Monotipia com tinta de impressão. Depois, colori com giz pastel oleoso

Monotipia com tinta de impressão. Depois, colori com giz pastel oleoso

 

Uma das minhas técnicas preferidas para desestressar a mente e aguçar a criatividade é a monotipia. Provavelmente, você não se lembra desse nome, mas já produziu muitos trabalhos de monotipa quando era criança. 😛

Mono=um // tipia=impressão.

Uma simples técnica de imprimir figuras, padrões, manchas, enfim, fazer gravuras em algum suporte, que pode ser papel, tecido ou tela. Precisa-se de uma superfície lisa que receberá a tinta, como placa de acrílico, vidro, plástico, fórmica e até aquelas bandejinhas de isopor, rolinho ou pincel para aplicar a tinta e sua criatividade para fazer padrões e desenhos.

Adoro essa técnica porque ela traz uma sensação de liberdade, de produção livre. Me sinto em uma fábrica criativa e deixo a mente voar leve! Principalmente se estiver ouvindo minha playlist preferida. \o/_o/\\o

O mais legal é que a impressão não tem um resultado perfeito e produz a imagem invertida, dando um certo efeito rústico. Permite que eliminemos a cobrança de fazer um modelo perfeito etc e tal. Treinamos a habituar o olhar para as imperfeições de forma mais tranquila, visualizando o belo de outra forma.

As tintas utilizadas variam. Se você usar o papel para fazer a impressão pode utilizar o guache ou tinta acrílica ou tinta de impressão. Para tecidos, o ideal é a tinta própria para esse material.

Ficou com água na boca e quer experimentar também?

Siga os passos abaixo. 😉

  1. Separe o material para ser utilizado: rolinho, guache (diversas cores), pincel ou lápis sem ponta, papel A4. Escolha a superfície plana que receberá a tinta (sugiro aquelas bandejinhas de isopor que embalam legumes. É só cortar as bordas e você terá uma superfície plana). Ah! Não se esqueça de colocar a sua playlist favorita ;);
  2. Com o material separado chegou a hora de relaxar respirando profundamente umas três vezes pelo menos para se conectar com.o seu momento de criação.
  3. Escolha a cor que irá colocar na superfície plana e monotipia tinta impressãoaplique com o rolinho;
  4. Coloque a folha de papel por cima da placa e com o cabo do pincel faça desenhos por cima do papel fazendo pressão. Não apoie a mão;
  5. Retire a folha e você terá seu desenho impresso!
  6. Você pode limpar a placa ou passar outra cor de tinta por cima para uma nova impressão nessa mesma folha ou em outra. Na imagem ao lado, testei várias impressões usando também recortes de formas sobrepondo na placa com tinta;
  7. Ainda pode-se fazer o desenho na placa com tinta e depois pressionar a folha de papel. Dessa forma, o que você desenhou não terá a tinta.
  8. Faça várias experiências!!!

Ficou animado? Corre pra experimentar e me diz aqui nos comentários o que achou. Compartilhe com seus amigos e vamos espalhar mais arte criativa pelo mundo. 😉

Rabiscando e desestressando!

Rabiscando e desestressando!


O simples ato de rabiscar proporciona esvaziamento mental. Quem já não rabiscou em um caderno e se perdeu no tempo? Você já experimentou essa sensação?

Rabiscar tem um efeito calmante. Isso mesmo, acalma a mente e nos deixa mais serenos. E ainda é melhor que isso: qualquer pessoa consegue rabiscar. Não é necessária nenhuma habilidade específica.

O rabisco auxilia também na construção da nossa expressão pessoal e de sentimentos.

Quer um exemplo?

Se estamos mais nervosos, rabiscamos com mais intensidade ou mais rapidez. Conforme vamos nos acalmando, eles tornam-se mais suaves.

Existem diversas técnicas para equilibrar a mente utilizando o rabisco.

Posso afirmar que rabiscar é um hábito saudável que todos deveriam cultivar: 30 segundos de rabiscos, com auxilio de respiração profunda e tranquilizante, permite que voltemos ao nosso centro de equílibrio.

Faça este teste:

  1. Pegue uma folha de papel (pode ser qualquer uma que tiver em casa ou no trabalho);
  2. Lápis de cor, caneta esferográfica, lápis grafite ou qualquer outro material para desenho (só não vale pincel e tinta ;));
  3. Respire profundamente por três vezes;
  4. Comece a rabiscar sem pretensão e continue respirando pausadamente;
  5. Se necessitar, pode pegar mais de uma folha e utilizar o verso da mesma;
  6. Faça a atividade no seu tempo. Aconselho, 1 minuto a 3 minutos. Mas se desejar, continue nesse momento do rabisco.

O que achou? O que percebeu em você? O que sentiu?

Uma dica minha é ter um caderninho de rabisco sempre contigo para parar pequenos segundos ao longo do dia e simplesmente rabiscar. Depois de um tempo, volte e veja como está seu caderno de rabisco. Você irá se surpreender com a Arte que criou. 🙂

Os rabiscos aí de cima fazem parte da minha coleção. Preferi fazer em folhas A3, para gastar energia e ficar mais zen. 😉

Deixe aqui seu comentário me dizendo o que achou dessa dica!