Principais Bloqueios Criativos encontrados em uma Oficina Criativa

“Todas as crianças são artistas. O problema é como permanecer artistas quando crescemos”.

Pablo Picasso

Vamos pegar carona nesse pensamento de Picasso para poder introduzir o assunto chave deste post: os principais bloqueios criativos encontrados em uma oficina criativa.

E para isso, é importante entendermos um pouco sobre o que é um BLOQUEIO.

Bloqueio é um entrave, uma resistência, uma obstrução, uma barreira, um impedimento. Algo que nos impede de fazer alguma coisa.

O bloqueio criativo é a barreira ou entrave que nos impede de entrar em contato com o nosso potencial criativo, em acessar a nossa criatividade.

E essas barreiras e impedimentos vamos conquistando ao longo da vida, como bem resumiu Picasso em sua frase célebre no início deste post.

Quais são os principais bloqueios que encontramos em uma Oficina Criativa?

Essas barreiras podem vir tanto dos participantes de uma Oficina quanto do próprio facilitador que inconscientemente luta com cada um deles para assim aplicar a proposta criativa com o grupo que trabalha.

Vou listar aqui os quatro maiores bloqueios que podem ser ramificados e segmentados por faixa etária (crianças, adolescentes, adultos e idosos) ou por técnicas artísticas (desenho, pintura, escultura, modelagem, material reciclável…). Mas esse papo bem específico e mais profundo detalho minuciosamente no meu treinamento online Oficina Criativa para Profissionais.

Aqui no post vou ser mais objetiva e abrangente para você entender genericamente o topo dessa cadeia de bloqueios criativos. 😉

1. Não estar costumado com a Arte ou com a brincadeira. Não ser usual no seu dia a dia

Quando uma pessoa (um participante ou facilitador) não tem o contato com o espaço criativo em sua vida, se sente mais distante deste universo. A arte ou o lúdico se tornam desconhecidos.

Em nossa educação formal vamos perdendo o contato com o lúdico conforme avançamos na grade curricular. Os espaços de criação são preenchidos pelas formalidades e disciplinas “necessárias” para o mundo adulto.

Por isso, é natural que a maioria de nós não tenha familiaridade com esse espaço critaivo, lúdico, de descontração e brincadeira. Assim, criamos barreiras para entrarmos de novo nesse ambiente e no relacionamento com a arte e com a nossa essência criativa, pois já não nos sentimos mais pertencentes nesse universo.

2. Arte ou a Criatividade são dos artistas. Pertencem ao museu, não pertencem ao meu mundo. São para quem tem habilidade.

Como disse anteriormente, com o passar dos anos vamos nos distanciando do mundo lúdico e criativo. Ele não é tão natural para nós quanto era quando éramos pequenos. Essa barreira com o lúdico cria uma crença em nós de que só quem é criativo ou saber fazer arte é artista. Sim, porque os artistas buscaram esse espaço em suas vidas. Então, vislumbramos e acreditamos em uma falsa realidade de que o mundo criativo e das artes é só deles. O nosso contato está na visitação em Museus. Nós literalmente colocamos esse lado lúdico e criativo num “aquário”, para observar e não sentir, experimentar.

3. Eu não sou criativo!

Essa é uma crença, uma barreira, que fortalece todas as outras. Acredito ser a camada mais externa dos dois bloqueios anteriores. Parece que temos receio em assumir nosso SER CRIATIVO.  É como se, ao dizermos isso, nos eximíssemos de toda responsabilidade. Jogássemos a toalha e afirmássemos a nós mesmos:

 não precisa se esforçar, pode continuar na mesmice, você não é criativo. Deixa isso para aquele seu primo ou colega que vive inventando moda por aí.

A verdade é que estamos certos. Triste, mas é. A sociedade atual não nos educa para sermos criativos, aliás, somos educados para acreditarmos que não somos criativos. Então, é natural pensarmos: Eu não sou criativo. Vou um pouquinho mais além, nas entrelinhas dessa frase para entender o medo que o SER CRIATIVO pode até invadir alguns de nós.

Ser criativo é poder fazer mudanças, é parar de reclamar para agir, é ser flexível, é ter solução mesmo quando o tempo está ruim. É viver a vida mais leve.

Por isso, é complicado, para a maioria, se assumir criativo, com certeza.

4. Cobrança e a não permissão de errar. Falso perfeccionismo.

Vivemos em um mundo com velocidade extrema e a pressão por não errar, por obter resultados. O acúmulo de conhecimentos e a alta performance e competitividade é muito interpretada por uma cobrança a não errar. Acertar de primeira, ser o primeiro e se destacar.

Com isso vem o estresse e um ciclo automático e vicioso da mente em cobranças, pré-julgamentos, senso crítico elevado e com tudo isso acúmulo de frustrações.

A carapuça do perfeccionismo nos afasta da criatividade, pois para criar é necessário cometer erros.

É errando que se cria. Se permitir a errar é ousar.

Precisamos “sair da caixa” ou “permanecer na caixa” produzindo coisas diferentes.

Entender sobre os bloqueios é compreender os condicionamentos mentais dos participantes de uma Oficina Criativa. É uma forma de poder preparar melhor o terreno dos encontros da oficina sabendo o que se passa no bastidor mental do grupo assistido.

Não excluo dessa análise os facilitadores da oficina. Acredito que somos melhores, presentes e autênticos em nosso trabalho de promoção da criatividade através da Arte quando nos autoconhecemos.

Tudo uma forma de como conseguimos prepara esse terreno para essas pessoas que já tem esse mental sobre criatividade e fazer artístico.

Por todos esses motivos estruturei no treinamento online Oficina Criativa para Profissionais manobras para driblarmos os bloqueios criativos, além de passar uma lupa minuciosa por cada um deles. 😉

Assista abaixo o vídeo  da LIVE! que fiz no Facebook na qual conversa mais um poquinho sobre Bloqueios Criativos. 😉

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Exercite o olhar criativo com o desenho cego!

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Vamos romper as barreiras que nos impedem de criar, de colocarmos a nossa criatividade no mundo. Olhar para o mundo de uma forma diferente, sem regras. 😉

Pensei em uma atividade que ajudasse a esse rompimento com os padrões aprendidos (do certo e errado).

A autocrítica, muitas vezes, é o maior inimigo de quem cria. Bloqueamos nossa iniciativa em produzir algo, porque simplesmente temos um resultado idealizado pela concepção pré-estabelecida do que é bonito, perfeito.

A técnica do desenho cego ajuda a desconstruir esse pensamento, já que ela incentiva o desenho a partir da sua percepção do objeto desenhado, sem um pré-julgamento de proporções ou formas perfeitas. É um exercício muito relaxante e altamente criativo.

Vem bater esse papo comigo e permita-se experimentar essa atividade que proporcionará um boom criativo no seu dia. 😉

 

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Aprenda uma técnica (simples) para desbloquear sua criatividade

Aprenda uma técnica (simples) para desbloquear sua criatividade

Você já sentiu a sensação de dar branco? Quando você precisa fazer algo e não consegue nem saber como começar. Um bloqueio a sua criatividade e a sua ação. Simplesmente, sente como se estivesse em frente a uma folha em branco sem saber o que fazer com ela.

 

Ou, quem sabe, já presenciou esse estado de bloqueio com as pessoas que interagiu na sala de aula, oficina criativa ou no ateliê de arteterapia?

Muitas vezes sentimos essa sensação de bloqueio, mas nem percebemos. Sentimos angústia, irritação, às vezes desanimo. Ficamos parados, estagnados, sem tomar decisão alguma.

Ao lidarmos com a produção artística, vivenciamos essa mesma sensação. Vimos o papel a nossa frente e não conseguimos criar nada. Pronto! Uma barreira se formou.

No meu método de Arte Criativa, procuro desenvolver técnicas que auxiliam a desbloqueio desse momento criativo. Ao conquistar essa liberdade de criar, é possível voltar a ter confiança sobre suas escolhas, a caminhar com mais fluidez na vida.

A atividade que demonstro a seguir tem esse objetivo: aquecer os músculos criativos de crianças, adolescentes, adultos ou idosos. Engana-se quem pensa que só funciona para aqueles que fazem alguma produção artística. Praticar esse exercício, possibilita que qualquer pessoa sintasse desbloqueada criativamente e, por consequência, vivencie a sensação de alívio e de menos estagnação na vida. 😉

Vem comigo e acompanhe o o vídeo.

Logo aqui embaixo, descrevo todo o passo a passo para você. 😉

  1. Separe o material para ser utilizado: folha A4, tampinhas de garrafas (tamanhos diversos), caneta hidrográficas coloridas.
  2. Com o material separado, chegou a hora de respirar profundamente umas três vezes, pelo menos;
  3. Agora você começará a circular as tampinhas com a cor que preferir. Isso mesmo, fará diversos círculos no papel, de diferentes formatos e tamanhos;
  4. Não existe uma regra para preencher a folha. Você pode preenche-la como preferir ou simplesmente ir fazendo os círculos aleatoriamente, sem pensar muito (prefiro assim;));
  5. Depois que tiver terminado a etapa acima, escolha cores diferentes de caneta hidrográfica para fazer padrões diferentes no interior de cada círculo. Essa parte é a minha preferida e a mais divertida. É aqui que você começa a aquecer os músculos criativos e a ir desenferrujando. Não desanime! Vá em frente, riscando, fazendo retas, curvas, bolinhas, florzinhas, tudo que vier na sua cabeça!
  6. Depois que tiver terminado, contemple seu desenho! Veja o que você criou a partir de uma folha branca, vazia, sem cor e formas. Você foi capaz de criar algo novo, só seu, com seu toque, seu jeito!
  7. Essa atividade não para aqui. Você pode inventar diversas formas de faze-la, usando outros materiais (lápis grafite, lápis de cor, caneta esferográfica, giz de cera…). São infinitas possibilidades. Crie, invente, não se limite! 😉

[UPDATE!] Gostou da ideia de trabalhar com tampinhas de garrafa? Então assiste a LIVE! que fiz no Facebook dando TRÊS atividades para você fazer usando esse material reciclável. Uma ótima forma de te ajudar a criar atividades para seu ateliê, espaço terapêutico, sala de aula ou oficina de artes. 😉 Para ver a LIVE!, clica aqui.

Espero que você tenha gostado, mas sobretudo que eu tenha te empolgado a fazer arte para ser mais feliz e criativo na sua vida. Deixa seu comentário aqui embaixo e compartilha o post nas redes sociais para me ajudar a disseminar essa mensagem para mais pessoas.

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