Exercite o olhar criativo com o desenho cego!

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Vamos romper as barreiras que nos impedem de criar, de colocarmos a nossa criatividade no mundo. Olhar para o mundo de uma forma diferente, sem regras. 😉

Pensei em uma atividade que ajudasse a esse rompimento com os padrões aprendidos (do certo e errado).

A autocrítica, muitas vezes, é o maior inimigo de quem cria. Bloqueamos nossa iniciativa em produzir algo, porque simplesmente temos um resultado idealizado pela concepção pré-estabelecida do que é bonito, perfeito.

A técnica do desenho cego ajuda a desconstruir esse pensamento, já que ela incentiva o desenho a partir da sua percepção do objeto desenhado, sem um pré-julgamento de proporções ou formas perfeitas. É um exercício muito relaxante e altamente criativo.

Vem bater esse papo comigo e permita-se experimentar essa atividade que proporcionará um boom criativo no seu dia. 😉

 

Gostou? Deixa seu comentário aqui embaixo e compartilha com seus amigos pra me ajudar a espalhar mais a arte no mundo. 🙂

Discutindo a relação com os materiais de arte: Nanquim

discutindo a relação materias de arte nanquim

 

Começo essa série de DRs (kkk) com os materiais de arte (se estiver curioso leia esse meu post aqui), falando sobre o nanquim. Amo trabalhar com nanquim. É um dos meus materiais favoritos. Acho ele versátil e ao mesmo tempo desafiador e assertivo, pois você não pode desfazer ou consertar o que faz com nanquim. Fez está feito! Consideram-no um material de alta precisão.

Ele possui secagem ultra rápida, diferente dos trabalhos em tinta acrílica, tinta óleo ou guache. Até mesmo em aquarela conseguimos alguns segundinhos para trabalhar nuances de cores na produção. Mas com o naquim, é diferente: se manchar, manchou; se rabiscar, rabiscou. Por esse motivo, muitos aconselham não usá-lo nas primeiras experiências artísticas para não ser decepcionante. 😕

Está aí, um ponto que discordo. Todo material tem múltiplas faces. O meu trabalho com a arte criativa é estar constantemente explorando todas elas, aplicando o material artístico de diferentes formas.

Se você usar o nanquim da forma convencional, fazendo um desenho com caneta nanquim ou com pincel em forma de aguada (técnica de diluir a tinta na água em diferentes tonalidades), por exemplo, pode realmente se decepcionar, pois ele não te dará opção para corrigir o que fez. E você terá que gerenciar sua frustração: expectativa x realidade.

Mas se em vez disso, eu te propor uma atividade que o objetivo for esse aqui ó:

Faça algo, não importa o resultado. Não corrija sua produção! Aceite o seu trabalho e tire proveito do que for produzido para inventar coisas novas. Não pense no que irá produzir, simplesmente faça. 😉

Então, o nanquim é o seu melhor aliado.

Parou para pensar que essa “inflexibilidade e assertividade” do nanquim, pode proporcionar a sua flexibilidade de pensamento e atitude? Usando esse material, você pode olhar para seus erros e aceitá-los, exercitar os músculos da inovação e criatividade, reconectar-se com o amor próprio e, por fim, relaxar.

Por isso, enfatizo que o relacionamento com o nanquim é desafiador. Não é um caminho fácil, principalmente, para quem tem dificuldade de ver seus erros e admiti-los. Aí, realmente não será uma boa relação, tem que ir se aproximando aos poucos. Pode relaxar que vou te mostrar como em outros posts. 😊

E na prática? Como é?

O nanquim é a tinta preta mais antiga de todas. É solúvel em água e assim é possível obter tons mais escuros e claros (cinza claro ao escuro). Você também encontra versões de nanquim em diversas cores, não só a preta, na forma líquida (a mais utilizada). A versão escolar tem o preço bem acessível. Ele é insolúvel em água depois de seco, por ter essa característica é utilizado sobre aquarelas e outras composições a base de água.

Muitos artistas usam as canetas nanquim para fazer seus sketches (esboços), o que, particularmente acho fantástico! Um ótimo exercício de diminuir a autocrítica. Lembre-se de que esboço é esboço, e o erro precisa ser aceito como aprendizado.

Podemos usar o nanquim da inúmeras formas: através das canetas nanquim (recarregáveis ou descartáveis), com bico-de-pena (como as que estão na foto acima), canetas bambu, pincéis, espumas, rolinhos, palito de churrasco, dedo, carimbos, com conta gotas, spray e muitas outras aplicações. O bom é experimentar qual delas você mais gosta.

aplicacoes-nanquimVocê pode molhar o papel com água (a gramatura do papel precisa ser igual ou superior a 200g/m), pingar gotas de nanquim, mexer o papel e ver o resultado. Ou simplesmente inventar texturas ou rabiscos com diferentes bicos de pena (como essa minha foto aí do lado).

Ele é um aliado também de outros materiais. Com o giz de cera na técnica de raspagem ou pode ser usado na pintura lavada. Ótimas dicas que explicarei melhor em outro post ;).

Ufa!!!! É muita conversa para um material só! E nem consegui falar tudo. 😉

E aí? Gostou? Compartilha com seus amigos e me conta nos comentários qual material você sugere que eu coloque no divã no próximo post da série.