O que é Arteterapia?

O que é Arteterapia?

A LIVE! desta semana (16/11/17) teve o tema: O que é Arteterapia? e eu prometi que escreveria um texto aqui no Blog para quem tiver mais interesse conhecer um pouco mais sobre essa minha área de atuação. Para assistir a LIVE clica aqui.

“A Arteterapia é uma forma de terapia expressiva que usa o processo criativo de fazer Arte para melhorar o bem-estar físico, mental e emocional de uma pessoa”.  Judith Rubin, arteterapeuta americana, em Art of Arttherapy.

O ponto central do trabalho do arteterapeuta é a ARTE. Isso é o que o difere dos demais profissionais.

É através da exploração da linguagem artística que o arteterapeuta constrói a sua proposta.

Em termos bem práticos se você quiser fazer uma sessão de arteterapia não espere chegar lá e falar de tudo o que te aconteceu em seu dia ou verbalizar a sua angústia etc.

O que uma sessão de arteterapia vai te proporcionar é esse “desabafo” através da proposta artística, isto é, do seu relacionamento com os materiais artísticos (guache, aquarela, giz de cera, nanquim, recorta e cola, lápis grafite, canetas hidrográficas e por ai vai…)

A Arte Cura!

E essa é a mágica e o grande diferencial da Arteterapia: proporcionar que o indivíduo (de qualquer faixa etária) possa interagir com tintas, lápis de cor, giz de cera, argila, materiais recicláveis e dessa relação e do seu processo criativo possa regular a si mesmo, se conhecer, se desafiar, descobrir sensações e emoções que estavam inconscientes.

Eu falo de mágica porque o processo é realmente mágica uma sessão de Arteterapia.

Vou exemplificar:

Ao entrar em contato com uma aquarela ou uma tinta mais aguada, que promove sensações de fluidez (em que o resultado final não pode ser controlado tão facilmente) a pessoa mais rígida e controladora pode se sentir incomodada, insatisfeita por essa imprevisibilidade e, muitas das vezes, durante a produção artística, fica consciente para esse padrão de comportamento mais rígido, até antes desconhecido para ela.

Assim como quem é menos controlador e meticuloso pode se sentir incomodado ao trabalhar com um material artístico que exija precisão e planejamento e se vê diante de uma experiência artística que seja necessário trabalhar com esse lado menos acessado em seu dia a dia.

Esses insights exemplificados acima acontecem na relação silenciosa do indivíduo com a sua produção artística, potencializada pelo material utilizado, durante o processo criativo.Nas etapas de criação experimentam-se sensações, emoções e o indivíduo pode estar mais consciente para elas.
A função do arteterapeuta nesse contexto é observar, acolher, estar atento a essa relação do paciente com o material artístico.

A Arte é a principal ferramenta de um arteterapeuta.

Arteterapeuta em constante transformação

Se por um lado o arteterapeuta necessita compreender e vivenciar os processos de criação artística e a relação dos materiais artísticos, por outro, ele precisa ter conhecimento sobre o desenvolvimento humano.
Por isso, a formação de um arteterapeuta também inclui o aprofundamento sobre a fisiologia e psicologia humana.

Esse conhecimento pode ser estudado por uma visão junguiana, da gestalt-terapia, da psicanálise, da psicologia humanista, psicologia positiva…. Ou, também, como construo meu trabalho, através da Atenção Plena (Mindfulness) + Arteterapia. (pra saber mais sobre meu método clica aqui)

A partir desse entendimento do ser humano, é que o arteterapeuta direciona sua proposta de trabalho, suas sessões, encontros, oficinas.

E o mais importante de tudo: o arteterapeuta precisa estar em constante transformação.

Precisa trabalhar constantemente seu processo criativo, estar em contato com a sua expressão artística. Além disso, é necessário que o arteterapeuta busque o autoconhecimento, por intermédio da própria arteterapia ou de outro recurso terapêutico.

É preciso se conhecer para poder conhecer o outro.

Acredito que o nós, arteterapeutas, somos um constante laboratório de criação e experimentação. Pessoas que não se cansam de estar de peito aberto para a experimentar o processo criativo e caminhar assim no descobrimento de nossa essência.

Como ser um arteterapeuta?

Para ser um arteterapeuta é necessário ter 3o grau e fazer uma formação em um curso credenciado pela UBAAT — União Brasileira de Associações de Arteterapia.

Quer conhecer mais sobre Arteterapia?

O livro Terapias Expressivas, de Liomar Quinto de Andrade, Vetor Editora, pode te ajudar a conhecer um pouco mais sobre este universo e também sobre as origens da terapia expressiva e da Arteterapia no Brasil e no mundo.

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Monotipia: desperte sua criatividade!

Monotipia com tinta de impressão. Depois, colori com giz pastel oleoso

Monotipia com tinta de impressão. Depois, colori com giz pastel oleoso

 

Uma das minhas técnicas preferidas para desestressar a mente e aguçar a criatividade é a monotipia. Provavelmente, você não se lembra desse nome, mas já produziu muitos trabalhos de monotipa quando era criança. 😛

Mono=um // tipia=impressão.

Uma simples técnica de imprimir figuras, padrões, manchas, enfim, fazer gravuras em algum suporte, que pode ser papel, tecido ou tela. Precisa-se de uma superfície lisa que receberá a tinta, como placa de acrílico, vidro, plástico, fórmica e até aquelas bandejinhas de isopor, rolinho ou pincel para aplicar a tinta e sua criatividade para fazer padrões e desenhos.

Adoro essa técnica porque ela traz uma sensação de liberdade, de produção livre. Me sinto em uma fábrica criativa e deixo a mente voar leve! Principalmente se estiver ouvindo minha playlist preferida. \o/_o/\\o

O mais legal é que a impressão não tem um resultado perfeito e produz a imagem invertida, dando um certo efeito rústico. Permite que eliminemos a cobrança de fazer um modelo perfeito etc e tal. Treinamos a habituar o olhar para as imperfeições de forma mais tranquila, visualizando o belo de outra forma.

As tintas utilizadas variam. Se você usar o papel para fazer a impressão pode utilizar o guache ou tinta acrílica ou tinta de impressão. Para tecidos, o ideal é a tinta própria para esse material.

Ficou com água na boca e quer experimentar também?

Siga os passos abaixo. 😉

  1. Separe o material para ser utilizado: rolinho, guache (diversas cores), pincel ou lápis sem ponta, papel A4. Escolha a superfície plana que receberá a tinta (sugiro aquelas bandejinhas de isopor que embalam legumes. É só cortar as bordas e você terá uma superfície plana). Ah! Não se esqueça de colocar a sua playlist favorita ;);
  2. Com o material separado chegou a hora de relaxar respirando profundamente umas três vezes pelo menos para se conectar com.o seu momento de criação.
  3. Escolha a cor que irá colocar na superfície plana e monotipia tinta impressãoaplique com o rolinho;
  4. Coloque a folha de papel por cima da placa e com o cabo do pincel faça desenhos por cima do papel fazendo pressão. Não apoie a mão;
  5. Retire a folha e você terá seu desenho impresso!
  6. Você pode limpar a placa ou passar outra cor de tinta por cima para uma nova impressão nessa mesma folha ou em outra. Na imagem ao lado, testei várias impressões usando também recortes de formas sobrepondo na placa com tinta;
  7. Ainda pode-se fazer o desenho na placa com tinta e depois pressionar a folha de papel. Dessa forma, o que você desenhou não terá a tinta.
  8. Faça várias experiências!!!

Ficou animado? Corre pra experimentar e me diz aqui nos comentários o que achou. Compartilhe com seus amigos e vamos espalhar mais arte criativa pelo mundo. 😉