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Você pode começar a ler este post e pensar: o que este papo todo tem a ver com arte? A minha resposta: não desiste que você logo saberá o porquê. 😉

Desde que comecei a ter um espaço maior de arte na minha vida, comecei a ter uma relação diferente com o mundo. A minha percepção mudou e conforme passam os dias, ela só vai mudando e mudando. Como se uma venda tivesse saído dos meus olhos que estavam bloqueados por “couraças” de olhares viciados.

Na prática, comecei a perceber a mudança de pequenas coisas, singelas mudanças. Como a passagem das estações e seus sinais na natureza que está ao meu redor. Sempre ouvi dizer pelos estudiosos em geografia que aqui, no Rio de Janeiro, como em outras regiões do Brasil, não tínhamos a mudança das estações (ok, o calor é eterno, no verão ou inverno kkk).

Mas essa informação não me fazia perceber a transformação da natureza ao passar de uma estação para outra, ao ver flores nascendo, a natureza se renovando. Uma transformação sutil e ignorada pela correria do dia. Quem percebe atualmente que uma árvore perde todas as folhas no inverno e torna a reviver na primavera de forma tão exuberante e viva que, se descrita, transforma-se em fenômeno inacreditável aos nossos olhos.

Sim, passei a observar essas sutilezas. Sim, passei a contemplar esse milagre da natureza e a realizar o quanto a beleza nos cerca e SEMPRE nos cercou. Esse milagre está agora aí a sua volta também. 🙂

Mas o que tudo isso tem a ver com arte e criatividade? Como disse, a prática artística direcionada para criatividade me fez, pouco a pouco, ver diferente, quer dizer, ver REALMENTE. Antes, fazia a mesma caminhada pela rua e não notava essas nuances e transformações. Agora, elas saltam aos meus olhos.

Então, esse post é um pouco para provocar em você essa vontade de ver de verdade. De ver essa mágica acontecer. Pois ela está aí, bem pertinho de você. Na imagem acima coloquei um pequeno registro do que observo e me encanta: a mesma árvore no inverno e na primavera. 😉

Para você não pensar que vou deixar de ser mais incisiva e dar um empurrão para você começar a exercitar esse novo olhar, vamos lá! Vem comigo!

  1. Pegue um bloco de papel (pode ser o seu bloquinho de rabisco ;)) e um lápis grafite e vá caminhar em algum local perto da natureza, praça, rua arborizada, jardim…
  2. Escolha um local para sentar. Observe a natureza a seu redor. Sempre respirando profundamente, conectando-se com sua respiração.
  3. Escolha uma flor, folha, tronco, galho, fruto, árvore, pássaro, jardim qualquer elemento da natureza que lhe despertar atenção e encantamento;
  4. Apenas observe sem julgamentos, sem pensar o que aquele elemento representa ou qual seu significado;
  5. Entre em contato com suas curvas, formas e cores. Perceba a luz que cai sobre ele. Como ele se movimenta;
  6. Agora pegue seu bloquinho e comece a desenhar o que mais gostou de observar (não precisa ser uma cópia, mas um registro do que percebeu e sentiu). Não quero que se preocupe em retratar realisticamente o objeto, mas sua percepção sobre ele.
  7. Faça quantos desenhos desejar;
  8. Tire uma foto desse elemento e dos que mais gostar;

Pronto! Continue fazendo esse exercício. Às vezes, tire fotos e em casa desenhe usando esse mesmo método. Mas não pule as etapas da observação. 😉

E aí? Gostou? Fez sentido para você? Conta pra mim nos comentários, vou adorar saber sua opinião. Se você puder, compartilhe com os amigos para eles também ampliarem o olhar.

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