materiais artisticos patdiniz

Decidi começar a escrever uma série  sobre os materiais de arte que mais gosto e como trabalho cada um deles na arte criativa. Um simples lápis de cor, giz de cera ou aquarela e argila, por exemplo, mobilizam muito mais de nós do que apenas a produção de algo colorido e com formas.

Cada material utilizado estabelece uma relação com você. Como assim? Isso mesmo! Uma relação!!! E como toda relação, pode ser positiva ou negativa. 😉

Vou te explicar melhor.

Qual a sensação que você tem ao rabiscar com lápis grafite ou esferográfica? E qual a sensação que você tem ao colorir, por exemplo, com lápis de cor? É a mesma quando você utiliza aquarela ou giz de cera? Ou é a mesma do rabisco com grafite? Ficou feliz? Mais estressado? Irrequieto? Agitado? Calmo, tranquilo? Quis jogar tudo fora? Ou não queria parar de fazer a atividade?

Estabelecemos uma relação de troca com cada material artístico que utilizamos. O legal de tudo isso é que cada pessoa tem uma relação diferente. Podem estar cinco pessoas pintando com aquarela, por exemplo, que terão percepções distintas: umas podem amar, outras detestar, outras entrar em um estado de plena contemplação, outras bloqueiam totalmente…

Claro, que a atividade artística proposta interfere nessa relação, porém o material artístico possui características clássicas e peculiares que potencializam ou não as sensações.

Ao utilizar fazer arte você está, naquele momento, iniciando uma relação com o material artístico, com você (comandante da produção) e o resultado obtido na sua produção (expressão de você mesmo).

E essa pode ser uma das razões pelas quais muitas pessoas afirmam não gostar de desenhar ou pintar ou fazer qualquer atividade artística. É comum escutarmos: ah, isso não é pra mim!😩

Mas essa conclusão só vem de experiências mal sucedidas no ambiente escolar ou na vida adulta ao tentar experimentar alguma técnica ou usar um material de menos afinidade com você, que não te proporciona uma sensação prazerosa.

Em meus estudos de Arteterapia e artes plásticas pude compreender essa relação. Na prática artística vivenciei (e vivencio 😊), a cada dia, diversas sensações/percepções na produção da minha arte.

Por esse motivo, resolvi compartilhar um pouquinho do meu aprendizado com os materiais artísticos para que vocês possam também entrar nesse mundo da arte criativa destruindo os tabus das suas experiências artísticas anteriores.

Acredito que podemos experimentar qualquer atividade artística, mas cada material e técnica tem um momento para cada um de nós. Como se precisássemos entrar em um circuito artístico específico para as nossas necessidades. E, assim, ir avançando na produção e expressão da nossa arte e, consequentemente, do nosso autoconhecimento.

Vou te dar um exemplo do que acontece comigo na prática:

Quando estou extremamente ansiosa ou agitada, não consigo fazer, de primeira, uma atividade que exija muita concentração e detalhes. Preciso deixar fluir minha energia. Então, sempre busco dissolver tintas e construir manchas ou aquarelar no papel ou dissolver giz pastel oleoso. Caso eu queira trabalhar pontilhismo ou pintar detalhes em lápis de cor ou caneta hidrográfica imediatamente, travo. Chego até a me irritar, em vez de me acalmar.

Pode parecer um pouquinho complicado, mas vou explicar as funções básicas de cada material para você entender melhor nos próximos posts dessa série para fazermos essa viagem e descobrirmos juntos.

Enquanto isso, conta para mim, nos comentários qual material artístico você gosta mais e qual você não gosta. Ah, e me ajuda a contar para mais pessoas sobre a arte criativa! Compartilhe com seus amigos. 😉

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