Três Principais Erros de uma Oficina Criativa

Três Principais Erros de uma Oficina Criativa

Neste vídeo compartilho alguns erros que observo na hora de montar e construir uma Oficina Criativa, que pode ser implementada tanto por arteterapeutas, arte educadores, professores ou voluntários.

Dê o PLAY no vídeo e, após assisitir, quero muito saber sua opinião sobre o tema! Deixe seu comentário logo abaixo do vídeo!

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Essa é uma oportunidade única para você, que é arteterapeuta, arte educador, professor, voluntário ou profissional que deseja trabalhar com Arte e aprender a ativar a Criatividade e a Autoestima de crianças, adolescentes, adultos ou idosos, construindo sua Oficina Criativa, junto comigo. 🙂

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A Compaixão na Oficina Criativa

A Compaixão na Oficina Criativa

Será que conseguimos estimular a Compaixão, auto-compaixão, em uma Oficina Criativa? Em meu método de Arte Criativa considero o momento de contato com a produção final (o trabalho artístico) uma etapa importante.

É a hora do participante estar em contato com o resultado da sua expressão pessoal, da sua linguagem artística e produto do seu processso criativo.

Compartilho no vídeo abaixo (gravado ao vivo, em uma LIVE! do Facebook) como incluo o estímulo da Compaixão dentro da estrutura dos encontros de uma Oficina Criativa. E ainda dpu uma sugestão de exercício para você experimentar também esse momento de amor a si mesmo.

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A Mulher e a Criatividade

A Mulher e a Criatividade

No dia da Mulher, 08/03/18, fiz uma LIVE no Facebook e Instagram com o tema: A Mulher e a Criatividade. Escolhi o texto (ou ele me escolheu) Águas Claras: o sustento da vida criativa, da Clarissa Pinkola Estes, do livro Mulheres que Correm com os Lobos, para conversar sobre essa jornada de encontro do feminino com o potencial criativo.

E como na vida não existem coincidências, o estudo desse texto possibilitou abrir horizontes e conexões não só no meu aprendizado pessoal (auto-conhecimento) como pude ver o quanto meu trabalho de Arte Criativa está integrado com o olhar da Clarissa sobre CRIATIVIDADE.

O meu processo não se encerrou na LIVE! (troca e compartilhamento de conteúdo/reflexão), construi para mim mesma o Rio abaixo do Rio que Clarissa tanto menciona em seu texto e que junto dele constrói todo o seu fio condutor do relacionamento da Mulher Selvagem com sua Criatividade. Veja no fim deste post como foi o meu processo criativo.

Criatividade não é Solitária

“Um único ato de criação pode fazer com que uma corrente abra caminha pedra adentro.”, Clarissa Pikola Estes

A vida criativa é SIMPLES. É o SENTIR tanto AMOR por algo que tudo o que tem que ser feito é criar. Assim Clarissa explica o ato criativo. Um impulso que não pode ser controlado “é o que precisa ser feito.”Essa força criadora escorre pelo terreno de nossa psique e percorre, semelhante água claras que jorram por todos os leitos de um grande rio. Da nossa parte, basta que formemos esses leitos e caminhos. Basta que preparemos o terreno. É apenas SER e deixar que o fluxo criativo transborde por dentro de nós.

Tudo que é tocado pela energia criativa é alimentado, quem quer que entre em contato com uma pessoa criativa, é inspirado. Neste ponto, Clarissa vai de encontro a Capacidade Criadora da Mulher ; trunfo valioso do feminino. Quando a Mulher é Criativa ela se nutre internamente em todos os níveis: psóquico, espiritual, mental, emocional, econômico.

É um canal de vida que revigora, miga a sede e sacia a fome.

Na LIVE! falo sobre como podemos cuidar desse nosso Rio Criativo e quais as consequências encontradas ao não cuidarmos dele. Se você perdeu a LIVE! assista a ela, clicando no vídeo abaixo.

Meu processo criativo e vivencial: Rio Abaixo do Rio Criativo

No início do processo, eu tive uma necessidade muito de deixar fluir, por isso a ideia de derramar tinta e deixá-la percorrer, no seu curso pelo papel. Quando a imagem se formou, foquei em trabalhar criativamente em cima daquela imagem. Aceitei seu percurso, sua forma, seu início. Contemplei o contraste do azul mais escuro no papel branco.

Eu queria que a margem toda fosse semeada de cores, que já existissem ali mas não eram vistas. Por isso, joguei anilina colorida, mostrando a diversidade da criação, as múltiplas possibilidades de criar. Semeei aquele campo, nutrido pelo rio e ao jogar o álcool e ver as cores se expandindo,  senti mais forte essa nutrição, florescendo germinando. Do pó colorido, presenciei um resultado não premeditado, orgânico, sem ter uma regra ditada por mim, apenas aconteceu. As cores surgiram junto com as formas/manchas. Como se ele tivesse uma vida própria.

Senti, então, a necessidade de alargar o percurso, de cavar mais, abrir espaço para que aquela energia toda pudesse fluir. Contagiei-me por aquele azul e quis colocar tonalidades diferentes de azul até a margem ser mais clara. A minha ideia era sempre deixar como se tivesse se expandindo, do mais profundo ao mais raso. Eu tratei das águas, eu tratei do meu Rio com vida.

A partir disso, eu queria dar uma forma, eu queria contornar o que eu estava vendo. Como se somente eu pudesse ver uma beleza, sem explicar muito bem qual seria (não conseguia nomear). Eu quase parei o processo de criação. Mesmo depois de usar o pastel seco para dar mais cor nas áreas brancas. Não era suficiente para mim. Eu precisava de algo que se fixasse naquela minha composição, então eu busquei o giz de cera derretido. O fogo. A Ação.

Eu queria que tivesse uma marca. Só aquele frutacor colorido não era suficiente, por mais que eu tivesse preenchido o vazio que existisse ali, com um pouco do Pastel seco.

Após pingar o giz de cera colorido, tudo ficou claro para mim. Eu tive mais segurança de dar o contorno que ansiava, mesmo que eu não estivesse premeditando as formas desenhadas com Nanquim. Era como se elas saíssem do papel organicamente. Usei o bico de pena com nanquim, uma técnica que tinha usado há muito tempo e sempre me contagiou.

No passado, eu me sentia muito fechada em mim mesma. Não dava a fluidez que eu precisava na minha vida criativa. Não permitia me invadir por essa fluidez em meu no interior. A minha forma com o bico de pena, nessa época, poderia até ser perfeita de acordo com a técnica, mas ela não era espontânea. Era como se minhas criações do passado não pertencessem a mim. Não eram minhas. Eram meras reproduções da opressão criativa que vivia na minha juventude.

Agora, anos depois, quando eu olho para minha composição, Rio Abaixo do Rio Criativo, eu vejo que ela é minha. Ela é minha essência. Há minha essência vibrando ali. Em cada traço mancha, colorido. Vivencie a vontade de preencher tudo, de dar a forma a tudo no papel. Mas dei uma pausa. Respirei. Olhei para a minha criação e senti que eu não preciso mais contornar tudo. Existem ainda formas que  vão brotar no seu tempo.

Materiais artísticos que utilizei: anilina em pó, alcool, pastel seco, aquarela, pincel AquashBrush, Papel Canson 300gr, inta Aquarela Silk Azul, Giz de Cera derretido com vela, Bico de Pena e Nanquim Preto.

Assista no vídeo abaixo, toda essa construção que detalhei para você acima. É só dar o PLAY no vídeo!

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Mood Board: ferramenta de autoconhecimento visual

Mood Board: ferramenta de autoconhecimento visual

Um Mood Board é um “quadro de inspirações”, ” quadro de referências visuais” de um projeto. É um recurso muito usado por designers, decoradores, arquitetos, criativos, produtores, fashionistas para expresssar visualmente qual será o estilo que o projeto criado por eles terá e como será desenvolvido visualmente. É uma forma de traduzir uma ideia em imagens. 😉 Um passo após o momento de brainstorming (chuva de ideias) para materializar o que foi discutido e idealizado.

Autoconhecimento Visual

Mas o Mood Board não precisa (e não é) ficar restrito ao mundo fashion, de decoração etc. Ele é um excelente recurso para permitir a conexão com a inspiração e criatividade. 🙂

E pode ser usado por todos! Utilizo essa técnica com minhas alunas nas Oficinas Criativas e também para o meu próprio desenvolvimento pessoal.

Costumo dizer que o Mood Board é um quadro de autoconhecimento visual.

Vou explicar melhor: através dele você pode se religar, pouco a pouco, com o que te inspira, com sua identidade expressiva, enfim, com sua essência criativa.

Ao criar um Mood Board pessoal você se conecta com o seu estilo de ser, sem críticas ou julgamentos. Uma proposta criativa de construir, sem pressões ou interpretações, um quadro de referências com imagens que você tem afinidade. Você brinca de decorar a sua própria “casa interior”.

Como criar um Mood Board?

Confeccionar um Mood Board não requer nenhuma habilidade. O quadro é feito através de imagens de revista, fotografias, pedaços de tecido, recortes de embalagens, elementos da Natureza ou o que você mais desejar incluir. 😉

Para montar o seu, basta escolher um suporte para colar suas imagens e referências visuais. Pode ser cartolina, papel A3, vários papéis A4 (coloridos ou não) ou até uma área na parede.

A etapa mais importante é a busca de referências visuais e imagens. Nela você irá e liberar do certo e errado, do que deve ou não deve gostar, e de qualquer pressão estilo: TEM QUE SER ASSIM.

Simplesmente encante-se pela vida!

Busque cores, texturas, imagens, fotos que lhe agradam, que tem a ver com você. Surpreenda-se!

Após essa etapa, cole (com cola ou fita adesiva) a seleção das referências visuais no suporte que escolheu!

Voilá! Seu Mood Board está criado.

Não se desespere em achar todas as referências visuais. Construa seu quadro de inspirações aos poucos. Nada é fixo. Tudo pode ser mudado, assim como seu Mood Board. 😉

Assista abaixo o vídeo com o passo a passo da criação do meu Mood Board. 😉

Mood Board na Oficina Criativa

Como aplicar essa técnica em uma Oficina Criativa? Existem muitas formas de aplicar, vou detalhar a principal.

O quadro de inspirações pode ser construído ao longo de uma Oficina Criativa, uma forma do participante ir se relacionando intimamente com sua essência criativa. Pouco a pouco montando sua “decoração interna”.

Funciona para todos! Sem restrição de idade! Tanto para pessoas que estão muito longe de conhecer essa essência quanto para as que estão mais próximas.

Muitas vezes, uma pessoa acha que não conhece o que gosta ou o que lhe inspira, porque não conseguem traduzir em palavras. Só que nunca percebeu isso! Porém, quando é estimulada visualmente encanta-se com a riqueza interior que possue.

Em uma Oficina Criativa (ou se você for aplicar em um trabalho terapêutico), o Mood Board proporciona construção de identidade pessoal, autoestima, autoconfiança, segurança para criar, desbloqueio e incentivo da criatividade e reconecta com a inspiração criativa.

Esse quadro de inspiração e referências deve ser observado, consultado visualmente em qualquer momento de “branco”.Permite que descubramos formas, objetos, curvas, contornos, cores, tons que vão ajudar a novos desdobramentos e produções criativas.

Veja abaixo o vídeo da LIVE! completa que fiz no facebook e instagram sobre este tema. Não esquea de deixar seu comentário! 😉

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Principais Bloqueios Criativos encontrados em uma Oficina Criativa

“Todas as crianças são artistas. O problema é como permanecer artistas quando crescemos”.

Pablo Picasso

Vamos pegar carona nesse pensamento de Picasso para poder introduzir o assunto chave deste post: os principais bloqueios criativos encontrados em uma oficina criativa.

E para isso, é importante entendermos um pouco sobre o que é um BLOQUEIO.

Bloqueio é um entrave, uma resistência, uma obstrução, uma barreira, um impedimento. Algo que nos impede de fazer alguma coisa.

O bloqueio criativo é a barreira ou entrave que nos impede de entrar em contato com o nosso potencial criativo, em acessar a nossa criatividade.

E essas barreiras e impedimentos vamos conquistando ao longo da vida, como bem resumiu Picasso em sua frase célebre no início deste post.

Quais são os principais bloqueios que encontramos em uma Oficina Criativa?

Essas barreiras podem vir tanto dos participantes de uma Oficina quanto do próprio facilitador que inconscientemente luta com cada um deles para assim aplicar a proposta criativa com o grupo que trabalha.

Vou listar aqui os quatro maiores bloqueios que podem ser ramificados e segmentados por faixa etária (crianças, adolescentes, adultos e idosos) ou por técnicas artísticas (desenho, pintura, escultura, modelagem, material reciclável…). Mas esse papo bem específico e mais profundo detalho minuciosamente no meu treinamento online Oficina Criativa para Profissionais.

Aqui no post vou ser mais objetiva e abrangente para você entender genericamente o topo dessa cadeia de bloqueios criativos. 😉

1. Não estar costumado com a Arte ou com a brincadeira. Não ser usual no seu dia a dia

Quando uma pessoa (um participante ou facilitador) não tem o contato com o espaço criativo em sua vida, se sente mais distante deste universo. A arte ou o lúdico se tornam desconhecidos.

Em nossa educação formal vamos perdendo o contato com o lúdico conforme avançamos na grade curricular. Os espaços de criação são preenchidos pelas formalidades e disciplinas “necessárias” para o mundo adulto.

Por isso, é natural que a maioria de nós não tenha familiaridade com esse espaço critaivo, lúdico, de descontração e brincadeira. Assim, criamos barreiras para entrarmos de novo nesse ambiente e no relacionamento com a arte e com a nossa essência criativa, pois já não nos sentimos mais pertencentes nesse universo.

2. Arte ou a Criatividade são dos artistas. Pertencem ao museu, não pertencem ao meu mundo. São para quem tem habilidade.

Como disse anteriormente, com o passar dos anos vamos nos distanciando do mundo lúdico e criativo. Ele não é tão natural para nós quanto era quando éramos pequenos. Essa barreira com o lúdico cria uma crença em nós de que só quem é criativo ou saber fazer arte é artista. Sim, porque os artistas buscaram esse espaço em suas vidas. Então, vislumbramos e acreditamos em uma falsa realidade de que o mundo criativo e das artes é só deles. O nosso contato está na visitação em Museus. Nós literalmente colocamos esse lado lúdico e criativo num “aquário”, para observar e não sentir, experimentar.

3. Eu não sou criativo!

Essa é uma crença, uma barreira, que fortalece todas as outras. Acredito ser a camada mais externa dos dois bloqueios anteriores. Parece que temos receio em assumir nosso SER CRIATIVO.  É como se, ao dizermos isso, nos eximíssemos de toda responsabilidade. Jogássemos a toalha e afirmássemos a nós mesmos:

 não precisa se esforçar, pode continuar na mesmice, você não é criativo. Deixa isso para aquele seu primo ou colega que vive inventando moda por aí.

A verdade é que estamos certos. Triste, mas é. A sociedade atual não nos educa para sermos criativos, aliás, somos educados para acreditarmos que não somos criativos. Então, é natural pensarmos: Eu não sou criativo. Vou um pouquinho mais além, nas entrelinhas dessa frase para entender o medo que o SER CRIATIVO pode até invadir alguns de nós.

Ser criativo é poder fazer mudanças, é parar de reclamar para agir, é ser flexível, é ter solução mesmo quando o tempo está ruim. É viver a vida mais leve.

Por isso, é complicado, para a maioria, se assumir criativo, com certeza.

4. Cobrança e a não permissão de errar. Falso perfeccionismo.

Vivemos em um mundo com velocidade extrema e a pressão por não errar, por obter resultados. O acúmulo de conhecimentos e a alta performance e competitividade é muito interpretada por uma cobrança a não errar. Acertar de primeira, ser o primeiro e se destacar.

Com isso vem o estresse e um ciclo automático e vicioso da mente em cobranças, pré-julgamentos, senso crítico elevado e com tudo isso acúmulo de frustrações.

A carapuça do perfeccionismo nos afasta da criatividade, pois para criar é necessário cometer erros.

É errando que se cria. Se permitir a errar é ousar.

Precisamos “sair da caixa” ou “permanecer na caixa” produzindo coisas diferentes.

Entender sobre os bloqueios é compreender os condicionamentos mentais dos participantes de uma Oficina Criativa. É uma forma de poder preparar melhor o terreno dos encontros da oficina sabendo o que se passa no bastidor mental do grupo assistido.

Não excluo dessa análise os facilitadores da oficina. Acredito que somos melhores, presentes e autênticos em nosso trabalho de promoção da criatividade através da Arte quando nos autoconhecemos.

Tudo uma forma de como conseguimos prepara esse terreno para essas pessoas que já tem esse mental sobre criatividade e fazer artístico.

Por todos esses motivos estruturei no treinamento online Oficina Criativa para Profissionais manobras para driblarmos os bloqueios criativos, além de passar uma lupa minuciosa por cada um deles. 😉

Assista abaixo o vídeo  da LIVE! que fiz no Facebook na qual conversa mais um poquinho sobre Bloqueios Criativos. 😉

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